Massu viu os ranchos desfilarem. O Ameno Resedá, o Flor do Abacate, o Mimosas Cravinas, o Caprichosos da Estopa. Viu os cortejos luxuosos, as evoluções coreográficas. E viu, principalmente, o baliza — com seus arabescos ao lado do porta-estandarte. Hilário, Getúlio Marinho, João Paiva, Bull-Dog, Camarão — todos faziam aquelas filigranas cheias de elegância. Massu olhou aquilo e pensou: isso precisa estar no samba também.
Foi dele a ideia. Marcelino José Claudino, o Massu, levou o mestre-sala para a Estação Primeira. Foi o primeiro. E todas as outras escolas copiaram.
Quando a turma da Mangueira fundou o bloco dos Arengueiros — Zé Espinguela, Chico Porrão, Saturnino, Cartola e a velha-guarda — Massu estava no brinquedo. Depois, com a evolução do bloco que virou escola de samba, ele vinha com a raça mostrar-se na praça Onze.
A transformação foi completa. O mesmo Massu que pegava duro na batucada pesada aparecia agora esbanjando elegância — trajado numa pinta-lorde à Luís XV, bonito leque na mão direita. Conduzia Raimunda com figurações e filigranas coreográficas. O batuqueiro virou bailarino.
A partir dos anos 30, todas as escolas imitaram. O que nasceu verde-rosa ganhou o carnaval inteiro.

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